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A obra sintetiza as grandes temáticas gestadas no fragor das lutas sosiais que convulsionaram a América Latina e os povos do Terceiro Mundo, suscitaram as reflexões, formuladas na cadência dessas lutas, com necessidades de sobreviver, gerando, para ontem quanto para hoje, tanto a possibilidade de suplantar o embotamento da opressão e fazer brotar as energias da esperança, quanto a de produzir uma Pedagogia da Esperança partejada da Pedagogia do Oprimido.
O livro escava a história e os fatos para mostrar as condições que deram forma ao pensamento, desvenda as tramas que envolvem vida, ideias e processos sociais, mostra a tragédia das discriminações, a extensão das opressões e o drama dos que lutaram. A obra é também um testemunho de vigor de parte de uma geração na qual a opressão não prosperou, permitindo a ela extrairdas vicissitudes das perseguições a coragem permanente de trabalhar a transformação social. 
As memórias da Pedagogia do Oprimido transformaram-se na denúncia de quantas máscaras a opressão usa e recupera, ao longo deste vintênio, o esforço silente e generosos de muitos que, no mundo todo, não permitem que a esperança se acabe.

                                                                                                                                   Antônio Chizzotti

Este livrro possui poucas páginas, mas tem uma densidade de ideias pouco vistas em qualquer outra de suas obras. Este seu poder de síntese demonstra sua maturidade, lucidez e vontade de, com simplicidade, abordar algumas das questões fundamentais para a formação dos educadores, de forma objetiva. Sugere práticas e mostra a possibilidade dos educadores estabelecerem novas relações e condições de educabilidade deles entre si, dentro de cada deles mesmos e com os seus educandos. Com respeito e rigor, sem prescrições ou regras a seguir. Entendia que essas posturas pessoais e epistemológicas possibilitam a abertura à cognoscibilidade, à intenção de gerar a apreensão, compreensão e apropriação do saber.
Sua linguagem é poética e política. Calma, tranquila e, ao mesmo tempo, inquieta, problematizadora e exuberante a serviço do pensar, do decidir e do optar para a ação transformadora. Demonstra perseverança, ousadia e crença nos homens, nas mulheres e na educação autêntica como o caminho necessário para a JUSTIÇA e a PAZ. Neste livro, Paulo Freire faz, na verdade, um chamamento aos educadores para com a ética crítica, competência científica e amorosidade autêntica, sob a égide do engajamento político libertador ensinarem aos seus educandos a serem seres mais.

Paulo Freire, em sua Pedagogia do Oprimido, propõe um método abrangente, pelo qual a palavra ajuda o homem a tornar-se homem. Assim, a linguagem passa a ser cultura. Através da decodificação da palavra, o alfabetizando vai se descobrindo como homem, sujeito de todo o processo histórico. O método Paulo Freire não possui qualquer atitude paternalista em relação ao analfabeto.
Alfabetizar é ensinar o uso da palavra. 
Pensar o mundo é julgá-lo, e o alfabetizador ao começar a escrever não deve copiar palavras, mas expressar juízos. Assim, Paulo Freire aplica pela primeira vez no campo da pedagogia as palavras conscientização - conscientizar, que em seu conteúdo vernacular específico se incluem no vocabulário de idiomas como o frncês e o alemão, tidos como acabados e, em consequência, totalmente infensos à aceitação de neologismos.
Quando o Brasil aceita o grande desafio do desenvolvimento, nada mais necessário que atentar para o seu processo de civilização.
A pedagogia do Oprimido é um rumo neste caminho, pois não é possível supor êxitos no campo econômico, sem o alicerce de um povo que se educa para civilizar-se.

                                                                                                                                          Paulo Freire

Neste livro, o autor Moacir Gadotti, afirma que se inpirou em Paulo Freire para escrever sua obra.
Freire nos fala, em sua Pedagogia da Autonomia, sobre a "boniteza de ser gente", sobre a boniteza de ser professor: "ensinar e aprender não podem se dar fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Paulo Freire chama a atenção para a essencialidade do componente estético da formação do educador. O autor coloca um título que fala em sonho e em sentido (que querem dizer a mesma coisa). "Sentido" quer dizer caminho não percorrido, mas que se deseja percorrer; portanto, significa projeto, sonho, utopia. Aprender e ensinar com um sonho na mente. A Pedagogia serve de guia para realizar esse sonho.

                                                                              Moacir Gadotti

História de um romance proibido, cheio de desentendimentos e com um final
surpreendente.

Vencedor do Prêmio Pulitzer de 1921, este romance destaca a inquietação da sociedade aristocrata nova-iorquina do fim do século XIX com a chegada da condessa Ellen Olenska. Ela retorna aos Estados Unidos após desfazer o casamento na Europa e se aproxima de Newland Archer, noivo de sua prima, a bela May Welland. Os dois acabam se apaixonando em uma época em que manter as aparências era mais importante que o amor e a felicidade.

Escrito por Edith Wharton logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, A Época da Inocência é um retrato fiel de uma sociedade burguesa contraditória, responsável por destituir a nobreza do poder político, mas que reproduzia modelos e padrões de comportamento típicos da época em que barões, condes, viscondes e duques estavam no poder. Um período de ostentação da riqueza em grandes banquetes e recepções, mansões e roupas luxuosas. Edith Wharton revela uma história da inércia que prende as pessoas aos valores com os quais foram educadas, criando barreiras para a realização pessoal e afetiva.

Dom Casmurro foi publicado em 1900 e é um dos romance mais conhecidos de Machado. Narra em primeira pessoa a estória de Bentinho que, por circunstância várias, vai se fechando em si mesmo e passa a ser conhecido como Dom Casmurro. Sua estória é a seguinte: Órfão de pai, criado com desvelo pela mãe (D. Glória), protegido do mundo pelo círculo doméstico e familiar (tia Justina, tio Cosme, José Dias), Bentinho é destinado à vida sacerdotal, em cumprimento a uma antiga promessa de sua mãe.
A vida do seminário, no entanto, não o atrai, já o namoro com Capitu, filha dos vizinhos. Apesar de comprometido pela promessa, também D. Glóri a sofre com a idéia de separar-se do filho único, interno no seminário. Por expediente de José Dias, o agregado da família, Bentinho abandona o seminário e, em seu lugar, ordena-se um escravo.
Correm os anos e com eles o amor de Bentinho e Capitu. Entre o namoro e o casamento, Bentinho se forma em Direito e estreita a sua amizade com um ex-colega de seminário, Escobar, que acaba se casando com Sancha, amiga de Capitu.
Do casamento de Bentinho e Capitu nasce Ezequiel. Escobar morre e, durante seu enterro, Bentinho julga estranha a forma qual Capitu contempla o cadáver. A partir daí, os ciúmes vão aumentando e precipita-se a crise. Á medida que cresce, Ezequiel se torna cada vez mais parecido com Escobar. Bentinho muito ciumento, chega a planejar o assassinato da esposa e do filho, seguido pelo seu suicídio, mas não tem coragem. A tragédia dilui-se na separação do casal.Capitu viaja com o filho para a Europa, onde morre anos depois. Ezequiel, já mocó, volta ao Brasil para visitar o pai, que apenas constata a semelhança entre e antigo colega de seminário. Ezequiel volta a viajar e morre no estrangeiro. Bentinho, cada vez mais fechado em usas dúvidas,  passa a ser chamado de casmurro pelos amigos e vizinhos e põe-se a escrever de sua vida (o romance).