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Esta é uma obra que reúne textos - síntese de dissertações de mestrado - que compartilham ideias, tendo em comum, num esforço investigativo, (re)pensar o saber/fazer do educador em seu cotidiano, buscando suporte nos fios que tecem o referencial do simbólico-imginário.
Os textos apresentados, emergentes de docentes pesquisadores, contemplam a ótica do imaginário e do simbólico como ponto de partida para desvelar a complexidade que permeia o cotidiano da escola.
Na base dessa discussão, encontra-se a relação aluno-professor (seja em práticas de leitura, seja em aulas de língua Inglesa, seja no cotidiano do Ensino Fundamental) na construção e reconstrução de sujeitos - componentes indispensáveis à transformação social.

O Brasil futuro não vai ser o que os velhos historiadores disseram e os de hoje ainda repetem. Vai ser o que Gilberto Freyre disser. Ele é um dos gênios de palheta mais rica e iluminante que estas terras antárticas produziram. 
                                                                                                                           Monteiro Lobato (1944)


[...] Casa-grande & senzala é uma façanha da cultura brasileira, como aliás foi visto desde oa primeiros dias.  
                                                                                         Darcy Ribeiro (1977)


O Brasil urbano, industrializado, vivendo uma situação social na qual as massas estão presentes e são reivindicantes de cidadania e ansiosas por melhores condições de vida, vai continuar lendo Gilberto Freyre. Aprenderá com ele algo do que fomos ou do que ainda somos em parte. [...]

                                                                                                             Fernando Henrique Cardoso (2003)

Integrada aos eventos agendados para 1994 - Ano Internacional da Família -, esta publicação apresenta dados e análises efetivas para se pensar iniciativas públicas e institucionais acrca das famílias brasileiras. Com o reconhecimento de toda a multiplicidade de seus arranjos interno, marcados historicamente pela diversidade de condições sociais, econômicas, culturais e éticas, a família está presente e permanece enquanto espaço privilegiado de socializção e exercício da cidadania.
Com Família Brasileira, a base de tuso, o UNICEF espera contribuir significativamente para o debate em torno da promoção e o apoio às famílias, sobretudo àquelas em situação mais vulnerável, com o reconhecimento das mesmas enquanto agente social ativo, merecedor de políticas públicas adequadas, por ser essencial para as transformações às quais a sociedade brasileira aspira, e um dos eixos fundamentais para a Infância.

Pedagogia do Amor resgata aquilo que há de mais valioso no convívio entre pais e filhos, alunos e professores: a importância do companheirismo, da amizade e do amor.
É um livro que nos traz a esperança de um novo tempo, mis justo e fraterno.

As cartas pedagógicas de Paulo Freire recolocam a educação no espaço coloquial e afetivo. Toda a sua obra aqui se encurva, e reencontra o essencial da educação: o diálogo que compartilha e provoca. Ética, liberdade, transformação, violência... velhos e novos temas se entrlaçam e realçam a antiga verdade freireana: não se educa sem a capacidade de se indignar diante das injustiças.

                                                                                 Alípio Casali
                                                                                                                                      

A obra sintetiza as grandes temáticas gestadas no fragor das lutas sosiais que convulsionaram a América Latina e os povos do Terceiro Mundo, suscitaram as reflexões, formuladas na cadência dessas lutas, com necessidades de sobreviver, gerando, para ontem quanto para hoje, tanto a possibilidade de suplantar o embotamento da opressão e fazer brotar as energias da esperança, quanto a de produzir uma Pedagogia da Esperança partejada da Pedagogia do Oprimido.
O livro escava a história e os fatos para mostrar as condições que deram forma ao pensamento, desvenda as tramas que envolvem vida, ideias e processos sociais, mostra a tragédia das discriminações, a extensão das opressões e o drama dos que lutaram. A obra é também um testemunho de vigor de parte de uma geração na qual a opressão não prosperou, permitindo a ela extrairdas vicissitudes das perseguições a coragem permanente de trabalhar a transformação social. 
As memórias da Pedagogia do Oprimido transformaram-se na denúncia de quantas máscaras a opressão usa e recupera, ao longo deste vintênio, o esforço silente e generosos de muitos que, no mundo todo, não permitem que a esperança se acabe.

                                                                                                                                   Antônio Chizzotti

Este livrro possui poucas páginas, mas tem uma densidade de ideias pouco vistas em qualquer outra de suas obras. Este seu poder de síntese demonstra sua maturidade, lucidez e vontade de, com simplicidade, abordar algumas das questões fundamentais para a formação dos educadores, de forma objetiva. Sugere práticas e mostra a possibilidade dos educadores estabelecerem novas relações e condições de educabilidade deles entre si, dentro de cada deles mesmos e com os seus educandos. Com respeito e rigor, sem prescrições ou regras a seguir. Entendia que essas posturas pessoais e epistemológicas possibilitam a abertura à cognoscibilidade, à intenção de gerar a apreensão, compreensão e apropriação do saber.
Sua linguagem é poética e política. Calma, tranquila e, ao mesmo tempo, inquieta, problematizadora e exuberante a serviço do pensar, do decidir e do optar para a ação transformadora. Demonstra perseverança, ousadia e crença nos homens, nas mulheres e na educação autêntica como o caminho necessário para a JUSTIÇA e a PAZ. Neste livro, Paulo Freire faz, na verdade, um chamamento aos educadores para com a ética crítica, competência científica e amorosidade autêntica, sob a égide do engajamento político libertador ensinarem aos seus educandos a serem seres mais.